No amontoado de dúvidas, tento que as certezas dos sinais me acalmem.
Tento alinhar as respostas às interrogações, mas, de quando em vez, aparece uma vírgula em vez de um ponto final, para que possa prosseguir noutro parágrafo.
Não gosto de viver na incerteza, não gosto de viver na insegurança, não gosto de viver na desconfiança.
Quando quero e amo, dou-me de forma plena a quem desejo.
Quando o meu coração sente, abre-se, dá-se, acarinha, acelera, respeita quem desejo.
Tudo o que está à minha volta passa para segundo plano e evito aproximações que coloquem em dúvida aquilo que sinto pelo outro que amo e desejo.
Tento a diferença nos pequenos pormenores, porque entendo serem estes que nos fazem acreditar que cada vez mais é possível.
Mas, por vezes, sinto e pressinto o que não devia.
Apesar de me ter tornado um descrente, ainda acredito no amor.
Não tenho medo de perder, mas apenas de sofrer.
Não tenho medo de dar, mas apenas de não receber.
Não tenho medo de amar, mas apenas de não ser amado.
Não tenho medo da verdade, mas apenas da mentira.